Os primeiros raios de luz saltam da neve e esgueiram-se através
das persianas. Dra. Madeleine está exausta. E por mim, adormeci; talvez eu
esteja morto, pois meu coração parou por muito tempo.
Só, então, um cuco canta tão
alto em meu peito que tusso surpreso. Olhos arregalados, eu vejo Dra. Madeleine
com seus braços para o alto, como se tivesse acabado de marcar um pênalti em
uma final da copa do mundo.
Ela começa a dar pontos em
meu peito com a agilidade de um alfaiate formado; Eu não estou exatamente
maltratado, mas minha pele parece velha, com rugas que parecem Charles Bronson.
Elegante. O mostrador está protegido por um curativo enorme.
Toda manhã, eu preciso
receber corda com uma chave. Ao contrário me arrisco a entrar em um sono
eterno.
Minha mãe diz que eu pareço
como um grande floco de neve com ponteiros de relógios saindo. Madeleine
replica que é um bom sistema para me encontrar em uma tempestade de neve.
É meio dia e a medica, com
seu caloroso hábito de sorrir em meio às catástrofes, escolta este suspiro de
garota até a porta. Minha jovem mãe anda vagarosamente. Seus lábios tremem.
Ao longo em que ela se
distancia, aparenta uma velha mulher abatida em um corpo de uma adolescente.
Quando se funde com a névoa, se torna um fantasma de porcelana. Eu nunca mais
porei meu olhos nela novamente depois deste estranho e milagroso dia.
------ Final do Capítulo 01 ------
Nenhum comentário:
Postar um comentário